segunda-feira, 5 de março de 2012

VOCAÇÃO POLICIAL.

Há policiais hoje que viram suas vocações surgirem ou serem estimuladas assistindo séries policiais na TV como Cagney & Lacey, Law & Order, Miami Vice e outros bons seriados do gênero. Uma das primeiras informações que chegavam ao candidato a cargo policial era na entrevista final não se pode falar que deseja entrar na polícia por causa dos salários e de outros benefícios. Principalmente quando se pretendia fazer carreira na polícia militar. Havia uma cultura popular de preparação para esta entrevista final que orientava o candidato a dizer que: desde pequenino desejava ser policial, portanto, não era pela farda (na polícia militar) e nem pelos salários más sim, pela vocação em seguir carreira. Lembrei-me de tudo isso ao tentar entender o fato de uma mulher registrar por dez vezes queixas por agressões sofridas sendo vítimas e agressor as mesmas pessoas e, após a décima ocorrência o agressor tornou encher a vítima de porrada deixando-a cheia de hematomas, fraturou o braço de um adolescente de quatorze anos e para humilhar a autoridade policial comeu a notificação que lhe foi entregue para comparecimento no distrito policial. Se não estou equivocado o fato ocorreu em Sorocaba-SP, no final de janeiro ou inicio de fevereiro do ano em curso. Um delegado ou delegada de polícia que se limita a registrar uma agressão física contra uma mulher fisicamente mais frágil ou criança, de um indivíduo que segundo o mesmo noticiário nunca foi chegado ao trabalho como foi o caso e não toma nenhuma atitude de casca grossa, demonstra que não entrou para a polícia por conta de nenhuma vocação, a sedução à carreira policial se deveu a outras razões. Os nossos policiais precisam entender o quanto antes que a carreira policial não é igual a carreira de outros funcionários do mesmo setor público, se não são remunerados de acordo com a importância da função não é a sociedade que tem que pagar por isso. Não podemos ignorar circunstâncias que tornam diferentes a importância de uma função em relação a outras, assim, as atividades policiais, o magistério, a medicina tem seriedades especiais digamos assim, e, como tal deveriam ser tratadas. A polícia está para a sociedade como o muro a cerca elétrica ou farpada está para a propriedade. Os selecionadores de concursos públicos precisam voltar a buscar nos candidatos essa tal de vocação, alguém que nasceu para ser policial, não precisa ser polido, pode ser casca grossa, pois, esta característica combina mais com a função o que não pode é lavrar dez BOs e não tomar nenhuma atitude contra esses valentões pra cima de crianças e mulheres indefesas. Chega de covardia consentida! Pau neles, a sociedade aprova. 

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