quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESMOLAS QUEM DÁ,QUEM RECEBE?

Um tema sempre atual e preocupante é a questão da caridade em forma de esmola. Outro dia estava eu ao volante de meu carro, parado em uma sombra quando se aproximou um casal e pediu ajuda pra comprar alguma coisa para comer. A primeira reação foi dizer que não tinha dinheiro e a ajuda pedida foi negada. O rapaz de pouco mais de vinte anos embora de aparência envelhecida e ao mesmo tempo de muita desilusão. A moça também muito jovem ostentando uma barriguinha de grávida. Tratava-se de um casal de andarilhos, ou, sem teto como entenderem melhor. A aparência também tinha as marcas dos efeitos maléficos da bebida alcoólica. O casal se afastou e por um minuto refleti sobre o argumento do jovem para justificar o seu pedido de ajuda. – senhor, desculpa pedir más, minha mulher está grávida e, se o senhor puder ajudar com alguma coisa que a gente possa juntar com esses trinta centavos pra comprar alguma coisa para comer... Neste momento aprecei em dizer que não tinha dinheiro, e o casal não insistiu, reagiu como alguém que não se atreve mais a crer no humanismo do seu semelhante. Como sempre não demorou o arrependimento tomar conta de mim, corri atrás e ajudei sim, e fiquei feliz por não ter perdido a oportunidade de ajudá-los. Durante a reflexão foi possível considerar o inverso da situação, ou seja, se Deus não tivesse dado a mim o juízo, a inteligência, a oportunidade do emprego estável, a cumplicidade de uma mulher serena, equilibrada, trabalhadora e muito responsável e sim a ele, quem sabe se, as posições e status ali naquele momento não fossem exatamente o inverso? Se assim fosse, estaria ele ao volante daquele carro velho um Ford Escort ano noventa e seis, que pelo bom estado de conservação vale uns oito mil reais. Quem sabe se ele não estaria até mais agradecido pelo carro velho, pelas poucas dificuldades e quem sabe ainda se tivesse ele recebido de Deus o que recebi não tivesse em situação muito mais favorável e, estando no lugar dele não fosse até pior a minha situação? Teria eu condições para suportar tantas agruras se um mínimo de adversidade já é capaz de me abater de forma quase que irremediável? Pensando na barriguinha da moça lembrei-me dos dois filhos fisicamente perfeitos que Deus me dera,e refletindo um pouco mais vi o quanto errei querendo que os mesmos não sentissem falta de nada para não se repetir as frustrações pelas quais passei. Ficou clara a minha incapacidade de compreender que ser um bom pai não é simplesmente ser um bom mantenedor, a coisa é um pouco mais complexa. Todas as pessoas deveriam dedicar especial atenção a essa questão e, não precisei compensar falta de atenção com bens materiais, sempre estive presente na vida de meus filhos dedicando-lhes muito carinho e atenção. Aprovei e questionei mentalmente a posição do Estado, seus representantes aconselham a sociedade a não dar esmola, a não ajudar essas pessoas mais ele Estado também não ajuda! Portanto, o entendimento do Estado e deixar essas pessoas sujeitas à própria sorte enquanto a morte não chega. E você, o que pensa a respeito de tudo isso? Você concorda com a posição do Estado? Você ajuda, ou da porrada também? Bem, se quiséssemos refletir sobre tudo o que se relaciona a essa questão, por certo ficaríamos por muito tempo entregue às nossas reflexões. Fique a vontade, e boa reflexão. Grato.Abraços-Cândido.

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