segunda-feira, 16 de maio de 2011

A PIOR SAÚVA DO BRASIL.

A Saúva e o Brasil.
”Se o Brasil não acabar com a saúva, a saúva acaba com o Brasil". A frase é do pesquisador francês Yves Saint-Hilaire, e foi dita no início do século passado, e expressa uma preocupação viva até os dias de hoje.
No caso das saúvas, elas vivem em fortaleza subterrânea que pode se estender por 100 metros quadrados, com até 6 metros de profundidade. Espaço suficiente para 20 milhões de formigas, sob o comando de uma única rainha. As saúvas atacam plantações de citros, pinus, eucalipto e cana-de-açúcar. Nas duas últimas, acarretam perdas de até 15% na produção. Elas estão por toda a América do Sul, com exceção do Chile, onde não conseguiram chegar por causa dos Andes. Matar a rainha é a única maneira de acabar com a colônia. Isso envolve um pouco de sorte, porque ela pode estar em qualquer parte do formigueiro.
Por muito tempo essa praga tirou o sono dos agricultores e foi também motivo de preocupação do governo e do povo brasileiro.
Nessa época o mais famoso formicida era o Tatu, e muitos morreram manuseando-o erradamente. Segundo, se comentava à época, bastava abrir a embalagem contra o vento e a consequência era fatal.
Além de sua importância no combate às formigas, esse formicida foi uma arma poderosíssima usada por muitos suicidas no Brasil.
A formiga saúva já marcou época neste país, e foi com certeza a maior preocupação dos nossos ruralistas e, as fêmeas também são chamadas de Iça e Tanajura e sua bunda avantajada quando torrada é servida como petisco.
A Saúva é uma formiga que corta e carrega o fruto de seu trabalho para o interior da terra onde vive em colônia.
Feitas essas considerações vamos nos fixar no que interessa por ora, isto é, a preocupação com tudo àquilo que de alguma forma oferece riscos ao país.
Parece que ninguém ainda deu conta que a pior saúva já existente no mundo, continua vivíssima em meio ao povo brasileiro. Referimos-nos à classe política, e, vamos chamá-la de Saúva rainha. Vejamos quanto custa essa nobreza para nós;                                                                  Levantamento da ONG Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, dos Estados e municípios revela que o Senado é a Casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador: seus R$ 2,7 bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um dos 81 senadores.   Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembléias legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legislativa do Distrito Federal: equivale a R$ 9,8 milhões para cada um dos 24 deputados distritais. O DF não tem Câmara de Vereadores. O mais exíguo é o de Tocantins: pouco mais de R$ 2 milhões para cada um dos 24 deputados.
Nas câmaras municipais, a mais rica é a do Rio: seu orçamento equivale a R$ 5,9 milhões para
cada um dos 50 vereadores. No outro extremo, em Rio Branco (AC), a provisão para 2007 equivale
a R$ 715,3 mil para cada um dos 14 vereadores.
Custo por habitante
A Câmara dos Deputados custa R$ 18,14 por ano para cada brasileiro, enquanto o Senado sai
por R$ 14,48. Entre os estados, a assembléia legislativa mais cara por habitante é a de Roraima
(R$ 145,19), e a mais barata, a de São Paulo (R$ 10,63).
Entre as capitais de estados, a câmara de vereadores mais cara por habitante é a de Palmas (TO),
que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a de Belém (PA),
com R$ 21,09 por ano.
A fatia do Orçamento da União destinada ao Congresso Nacional (R$ 6,1 bilhões) chega perto de
equivaler à soma do Orçamento destinado ao legislativo em todos os estados e capitais do país
(R$ 6,4 bilhões).
O montante orçamentário por parlamentar do Congresso (deputados federais e senadores) é mais
do que o dobro do que custam os deputados estaduais, que por sua vez custam acima do dobro
dos vereadores das capitais.
O estudo revela que as três esferas do legislativo custam em média R$ 117,42 por habitante nas
capitais brasileiras e que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos
habitadas – geralmente, as mais pobres.
Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados
 ao trabalho de seus representantes eleitos nas três esferas, em São Paulo o custo é de R$ 68,51
por habitante.
Em Boa Vista, o gasto total com o legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do
PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o legislativo
representa 0,4%.
Em cinco Estados – Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins – e doze capitais
os dados orçamentários não estavam disponíveis na internet. Em três casos, nem o orçamento
estadual e nem o da capital estavam na internet: Rio, Tocantins e Sergipe.
Quanto custa um senador e um deputado
Veja quanto os senadores e deputados podem gastar e quanto recebem.
Senadores
- Subsídio mensal
R$ 16.512,09. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada senador recebe o mesmo valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.
- Funcionários Ao contrário da Câmara, onde existe a verba de gabinete (R$ 60 mil a partir deste mês)
 para o deputado contratar seus assessores, é o Senado que contrata diretamente o pessoal do gabinete
dos senadores. Cada gabinete tem direito à contratação de 11 profissionais, sendo seis assessores
 parlamentares e cinco secretários parlamentares. Um assessor parlamentar ganha R$ 8 mil brutos
 e um secretário, 85% desse valor. Com isso, o total de gastos com funcionários pode chegar a
R$ 54 mil. Os cargos podem ser desmembrados, desde que não seja ultrapassado o valor
originalmente designado para os 11 funcionários.
- Verba Indenizatória R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina,
 alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba
num determinado mês, acumula para o seguinte. Passado um semestre, ele não tem mais direito de
 usar o acumulado.
- Auxílio-moradia R$ 3.800. Têm direito os senadores que não moram em apartamentos funcionais.
O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha
alugado em Brasília.
- Cota postal A cota postal varia segundo o número de eleitores do estado. O senador do estado
 menos populoso (AP), em termos de número de eleitores, tem direito a uma cota de R$ 4 mil/mês.
Um senador do estado mais populoso (SP) tem direito a usar até R$ 60 mil/mês. O pagamento da
postagem é feito diretamente pelo Senado aos Correios, mediante comprovação da postagem, não
havendo repasse de recursos.
- Cota telefônica Cada senador tem direito a R$ 500 mensais.
- Passagens aéreas Verba variável, dependendo do estado pelo qual o senador foi eleito.
O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os
do Acre.
- Combustível Todo senador tem direito a 25 litros de combustível por dia.
- Gráfica Cada senador tem direito a uma cota de serviços gráficos, na Gráfica do Senado, para
material estritamente relativo à atividade parlamentar, de R$ 8.500 por ano.
- Jornais e revistas Nos dias úteis, cada senador recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.
Deputados
- Subsídio mensal R$ 16.500. Além dos 12 salários por ano e do 13º, cada deputado recebe o mesmo
 valor no início e no final de cada sessão legislativa, ou seja, 14º e 15º salários.
- Verba de gabinete R$ 60 mil, a partir de abril de 2008. Verba destinada ao pagamento dos
funcionários de gabinete. Cada deputado tem direito a empregar de 5 a 25 pessoas em seu gabinete,
mas com salários que não ultrapassem o somatório da verba e que não sejam inferiores ao mínimo.
- Verba indenizatória R$ 15 mil. Recursos para uso em gastos nos estados, com aluguel, gasolina,
alimentação. O parlamentar tem que apresentar nota fiscal com os gastos e, se não usar toda a verba
 num determinado mês, acumula para o seguinte.
- Auxílio-moradia R$ 3 mil. Têm direito os deputados que não moram em funcionais apartamentos O parlamentar tem que comprovar o gasto, apresentando notas de hotéis ou de imóveis que tenha alugado em Brasília. -                                                     -Cota postal e telefônica R$ 4.2687,55 para deputados, e R$ 5.513,09 para líderes e vice-líderes da Câmara, presidentes e vice-presidentes de comissões permanentes da Casa. A cota é mensal, mas, se não utilizada naquele mês, acumula para o seguinte.
- Passagens aéreas Verba variável, dependendo do estado pelo qual o deputado foi eleito. O valor mínimo é de R$ 4,3 mil (para os deputados eleitos pelo Distrito Federal) e máximo de R$ 16 mil, para os do Acre.
- Gráfica Cota de R$ 6 mil. - Jornais e revistas Nos dias úteis, cada deputado recebe cinco publicações, entre jornais e revistas.                                                              
FONTE: Diap Tags: Câmara dos Deputados, Diap, Transparência Brasil                  Matéria postada em | http://www.agenciamanchete.com.br/?p=2698
         Como vimos no início da matéria a saúva é uma formiga cortadeira e carregadeira, como vamos qualificar a saúva política do Brasil? Quem sabe, se: cortadeira, carregadeira, escondedeira, gastadeira e outras deiras mais.
           Gostaríamos ainda de perguntar, quais das saúvas acima é mais nociva para o país e a nossa sociedade?
          Bem, até aqui fizemos chover no molhado, temos nossas razões para isso, más, com certeza chegaremos ao que mais nos interessa, ou seja, o início de um processo que tenha por objetivo mudanças radicais.
          O mundo Árabe se valendo do recurso da internet, já conseguiu no mínimo abalar os alicerces do Império de Kadaf, e por certo, não nos faltarão competência e criatividade para atingirmos de maneira fatal a pior saúva do Brasil.  
16.05.11 Grato-Abraços-Cândido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário