Já houve tempo em que a marginalidade disputava pontos de vendas de drogas. A sociedade ficava horrorizada más, era só um local mal visto, desejado por alguém que acabava se confrontando com o seu dominador. Prevalecia o “principio” da anterioridade e quando este não era respeitado dava-se o confronto. Pobre inocência a nossa daquela época e, quanta falta de visão do futuro hoje presente. Foi assim o primeiro estágio da violência oriunda do mundo das drogas. Na mesma velocidade em que a política se tornava bandida, o poder legislativo se degenerava e passava a mostrar uma nova face. Não demorou muito para virar de fato uma sociedade marginal, porém, não só de fato más de direito também. Tudo teve início no governo Collor que usou pela primeira vez a estratégia de formar maioria para impor as suas idéias. Os sucessores de Collor gostaram da maldita idéia e encamparam-na em seus governos. Um dos mais significativos resultados desse processo foi a corrupção em massa para a reeleição presidencial e a satisfação pessoal de FHC. A emenda constitucional agradou também ao Lula, deve ser do agrado de Dilma e, dificilmente desagradará alguém que circule pelo Palácio da Alvorada. Esse foi um dos atos mais estimulantes à corrupção no pais, e, a partir daí, começou a ficar claro a derrota da sociedade na luta contra a putrefação da ética. Essa guerra por ora está perdida, más, isso não é motivo para a sociedade desistir de fazer desse país uma nação, ao invés de recuar deve ter em mente a necessidade de se adotar novas estratégias e maior vigor. Quando iniciamos este texto tínhamos como objetivo principal a guerra contra a violência. Se fosse verdade que alguém estando em situação crítica estaria no fundo do poço, o Brasil já teria atravessado todo o globo terrestre, nossos olhos já estariam rasos e, nossa pele amarelada. A imprensa Brasileira já registrou os mais violentos confrontos entre bandos nos morros do Rio de Janeiro, lamentáveis contrastes à beleza de uma das cidades mais linda do mundo e, à contagiante simpatia de um povo alegre, merecedor do que existe de melhor. As “autoridades” foram sempre incompetentes para dominar esses bandidos que acabaram subjugando as pessoas ordeiras e impondo as suas regras não de disciplina, mas sim, de sobrevivência condicionada aos seus interesses e esses infelizes não tendo onde abrigar suas famílias, se sujeitaram, é óbvio. No Brasil a incompetência e a burrice dos governantes se fundem a ponto de tornar impossível a distinção de uma da outra e, vice e versa. Tudo que é ruim temos em abundância no Brasil: corrupção, violência, falta de habitação de saúde pública e tantas outras. Vimos há pouco tempo marginais derrubarem helicóptero no Rio de
Janeiro. Quando a polícia resolveu conhecer o morro do Alemão, a televisão mostrou um verdadeiro batalhão de bandidos fugindo para os morros vizinhos. Em quaisquer pais do mundo, o bando teria sido exterminado mesmo que necessário fosse o uso de aviões de guerra, más, provavelmente, as autoridades do Estado ficaram com tanto medo e não sabendo como fazer, acabou deixando barato. Embora, com tantas provas favoráveis perderam a oportunidade de se ganhar ao menos aquela batalha, uma vez, que, havia como ainda há uma guerra que só o Estado ainda não a declarou. Aos poucos estamos vendo o pais se tornar o refúgio predileto de assassinos do mundo que, aqui chegam sob alegação de perseguição política na sua origem. O que mais deve nos preocupar é o fato do nosso Supremo Tribunal Federal outrora motivo de orgulho para todos nós, hoje, a cada julgado, algum Ministro firma posição totalmente contrária a maioria das pessoas. Não nos lembramos de nenhum poderoso que não tenha conseguido a sua liberdade naquela corte. Alguns Ministros têm se tornados previsíveis em suas decisões, notadamente, sempre favoráveis aos poderosos. Você se lembra de uma decisão contrária ao pedido de liberdade de um figurão proferida por Gilmar Mendes? Se a suprema corte não é mais a mesma, o que pensar do resto. Você já notou a mistura de matéria nesta postagem, não é de propósito, mas sim, a cultuação de nossas peculiaridades, uma vez que as coisas por aqui têm a tradição de se misturarem mesmo. O PT desde seu início pintou para a sociedade um PP podre, antiético e etc, hoje, um de seus principais aliados. O PSDB que sempre quis se passar por partido sério caminha o tempo todo ao lado do DEM, que foi PFL, PDS sucessores do ranço da ditadura chamado ARENA responsável maior pelo êxodo nordestino e sempre presente nos casos mais escabrosos do pais, a ponto de um Paulo Maluf achar melhor criar partido próprio a caminha junto daquela gente. No Brasil não tem partido, mais sim, bando. A nossa maior carência é a falta de vergonha que não incomoda nenhum pouco aos nossos políticos, e nem, aos nossos eleitores, que continuam votando nesses vagabundos sem nenhum constrangimento, reafirmando a cada eleição a nossa maldita origem. Por ultimo, o país que dificilmente será um dia uma nação, está perdendo a guerra contra a corrupção e contra a delinquência. Pode parecer absurdo más, a culpa é das pessoas honestas, pois, o dia que decidirem tomar para si o poder, não haverá mais espaços para essa corja que aí está por todos os lados e, haverá grandes mudanças, por exemplo, o Paraná deixará de ser um “Estado de amor pelo Brasil” e, passará a ser um exemplo pra todo nós. Precisamos enxugar com urgência o poder Legislativo, nenhum pais do mundo aguentaria por muito tempo bancar um despesa grande e inútil como essa. Acorda gente brasileira, deixa o sol raiar no seu horizonte. Grato. Abraços Cândido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário